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Volume 28, Fascículo III   Qualidade de Vida após Artroplastia Total do Quadril Utilizando o SF-36
Qualidade de Vida após Artroplastia Total do Quadril Utilizando o SF-36
Qualidade de Vida após Artroplastia Total do Quadril Utilizando o SF-36
  • Artigo Original

Autores: Rodrigo Nunes Santos; Mário Martins Sanches; Diógenes Pires Serra Filho; Evandro Garzedin Neto; Flávio Robert Sant’Ana; Marcos Almeida Matos
Instituições: Universidade do Estado da Bahia; Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública; Hospital Santa Izabel, Salvador-Bahia, Brasil; Faculdade de Tecnologia e Ciências; Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Revista: Volume 28, Fascículo III, p149 a p157
Tipo de Estudo: Estudo Terapêutico
Nível de Evidência: Nível IV

Submissão: 2019-04-13
Revisão: 2020-03-30
Aceitação: 2020-04-30
Publicação edição electrónica: 2021-07-04
Publicação impressa: 2021-07-04

INTRODUÇÃO

Osteoartrite (OA) do quadril, é um processo patológico degenerativo e crônico, caracterizado por destruição articular, deterioração da cartilagem e neoformação óssea, cursando com dor, redução da mobilidade e claudicação1. É uma das condições osteoarticulares crônicas mais prevalentes, atingindo cerca de 7% dos adultos acima de 55 anos, sendo discretamente mais prevalente nas mulheres (8%) do que nos homens (6,7%) e tendendo a ser mais frequente com aumento da idade2. Em geral, não possui predileção por grupos étnicos específicos e acomete 5 a 10% da população mundial, com aproximadamente metade destes pacientes necessitando de tratamento cirúrgico1.

Dentre as doenças do sistema osteomuscular (DO) no Brasil, a OA é responsável por 18,5% das concessões de auxílio-doença, ficando atrás apenas das dorsopatias (32,4%)1. A OA também figura como a principal causa osteomuscular em relação às aposentadorias por invalidez, sendo responsáveis por 33,7%1.

A artroplastia total do quadril (ATQ) é uma das intervenções mais bem sucedidas da ortopedia3. É indicada no tratamento das osteoartrites severas do quadril com importante limitação funcional e dor incapacitante2. Outras opções de tratamento têm indicações restritas, como osteotomias e artroplastias de recapeamento. O uso de analgésicos e a restrição de carga sobre o quadril servem apenas como medidas coadjuvantes, até a indicação definitiva da prótese ou são destinadas aos pacientes que não têm condições clínicas de serem submetidos à cirurgia1. Os objetivos principais da ATQ são o alívio dos sintomas álgicos e a restauração das funções articulares, representando para os pacientes o resgate da independência e da autoestima4.

Apesar da ATQ ser um procedimento de sucesso, alguns trabalhos demonstram grande variabilidade no resultado desta intervenção. Há um considerável número de pacientes que demonstra insatisfação com os resultados desse procedimento5. Tal fato tem levado a questionamentos quanto à eficácia dos atuais protocolos de avaliação embasados em aspectos técnicos e tecnológicos6.

Fatores como idade mais avançada, pior função articular, maior intensidade de dor ou comorbidades musculoesqueléticas no pré-operatório favorecem que estes pacientes sejam apenas discretamente beneficiados pelo procedimento6,7,8. Estas razões levam a crer na possibilidade de que uma artroplastia tecnicamente bem sucedida possa não atingir as expectativas do paciente e não ser modificadora da Qualidade de Vida (QV) e da função articular conforme esperado6,9.

Diante do exposto, o objetivo do trabalho é verificar se os pacientes já submetidos à ATQ apresentam escores de QV superiores aos dos indivíduos que estão à espera do procedimento.

MATERIAL E MÉTODOS

Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico. Os pacientes foram recrutados no ambulatório de quadril de atendimento do SUS do Serviço de Ortopedia do Hospital Santa Izabel, localizado na cidade de Salvador, Bahia.

A seleção foi realizada por amostragem não probabilística do tipo sequencial entre aqueles que preencheram os critérios de inclusão do estudo. A coleta de dados aconteceu entre março e setembro de 2014, sendo realizada por uma equipe de quatro avaliadores treinados para a aplicação padronizada nos instrumentos utilizados no estudo. Após a seleção, foi lido pelo avaliador e posteriormente assinado por cada participante o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)

Os pacientes foram divididos em dois grupos: o Pré-ATQ, composto por indivíduos com OA avançada do quadril, dor por período superior a 3 meses, estar à espera da primeira ATQ e idade mínima de 18 anos; e o Pós-ATQ, composto por pacientes que foram submetidos a ATQ, com tempo de evolução pós-operatória igual ou superior a 6 meses, e idade mínima de 18 anos. Foram excluídos indivíduos com OA contralateral dolorosa, no caso do grupo Pós-ATQ; pacientes com doenças sistêmicas, neuropatias centrais ou periféricas comprometedoras do quadril, doença crônica sistêmica em fase ativa ou agudizada capaz de interferir na QV e com dificuldades visual, e de entendimento ou comunicação que os impedissem de responder adequadamente aos métodos de avaliação.

O estudo constou de aplicação de formulário padronizado para coleta de variáveis  sociodemográficas, dentre as quais estavam gênero, idade, peso, altura, cor da pele, presença de companheiro, ocupação, escolaridade, tempo de diagnóstico médico e tempo de cirurgia.

A avaliação da QV dos pacientes foi acessada através da versão traduzida e culturalmente adaptada do questionário genérico SF-36. Formado por 36 itens, englobados em oito escalas ou componentes com conceitos não específicos para uma determinada idade, doença ou grupo de tratamento, permite comparações entre diferentes patologias e entre diferentes tratamentos. As escalas são divididos em: capacidade funcional (10 itens), aspectos físicos (4 itens), dor (2 itens), estado geral de saúde (5 itens), vitalidade (4 itens), aspectos sociais (2 itens), saúde mental (5 itens) e uma questão de avaliação comparativa entre as condições de saúde atual e as de um ano atrás. A avaliação dos resultados é feita mediante a atribuição de escores para cada questão, os quais são transformados numa escala de zero a 100, onde zero corresponde a “pior estado de saúde” e 100 a “melhor estado de saúde”. Não há pontos de corte, e cada dimensão é avaliada separadamente10.

O estudo obteve aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Hospital Santa Izabel (HSI) sob parecer Nº 505.790. Foi facultado a todos os pacientes o direito de cessar sua participação a qualquer momento que desejassem, sem haver quaisquer restrições ao tratamento ou juízo de valor.

ANÁLISE ESTATÍSTICA

Os dados foram tabulados no SPSS, versão 21.0, apresentados na forma de estatística descritiva, utilizando-se tabelas de distribuição por frequência para variáveis categóricas, ou em média e desvio padrão para variáveis contínuas. Para efeito de análise de hipóteses, o estudo avaliou como desfechos primários a qualidade de vida dos indivíduos, sendo que a associação entre variáveis dependentes e variáveis independentes foi efetuada pelo teste do qui-quadrado no caso de variáveis categóricas ou pelo teste t no caso de variáveis contínuas. Foi realizado uma análise multivariável através do teste de ANOVA entres todas as variáveis sócio demográficas e os domínios do SF-36, adotando-se inicialmente um P de significância de 0,2 para seleção das variáveis sob influência da qualidade de  vida, em seguida utilizou-se o P de 0,05. Todos os testes estatísticos adotaram 0,05 como medida de significância.

RESULTADOS

DO estudo recrutou 70 participantes. Destes, três não se adequaram aos critérios de inclusão e quatro não quiseram completar os questionários. Concluíram todas as etapas do estudo 63 indivíduos.

As Tabelas 1 e 2 demonstram a homogeneidade nos dois grupos estudados quanto as variáveis clínicas e sociodemográficas. Nota-se que houve diferença entre os grupos apenas na variável ocupação e também ressalta-se que na amostra global houve predomínio de 60% dos pacientes com nível de escolaridade mais baixo (analfabetos ou ensino fundamental).

Na análise da QV através do SF-36, o grupo Pós-ATQ apresentou valores superiores ao grupo Pré-ATQ em todos os domínios, entretanto em apenas quatro domínios esses valores foram estatisticamente significativos: capacidade funcional, limitação aspecto físico, dor e estado geral de saúde (Tabela 3).

A análise multivariável (Tabela 4) demonstrou que apenas três domínios, dos quatro testados, foram influenciados independentemente por alguma variável  sóciodemográfica ou clínica. Foram testadas todas as variáveis do estudo. A escolaridade não esteve associada independentemente a nenhum dos domínios analisados (dados não apresentados). Havendo, entretanto, força de associação para o gênero influenciando os domínios capacidade funcional e dor; e o domínio estado geral de saúde sendo influenciado pelo tempo de diagnóstico da AO.

DISCUSSÃO

Os achados do nosso estudo evidenciaram que pacientes submetidos a artroplastia total do quadril apresentam escore global de qualidade de vida melhor do que os pacientes que ainda esperam pela cirurgia. Na análise dos escores dos domínios, os pacientes já operados tiveram pontuações significativamente maiores para os domínios capacidade funcional, limitação por aspecto físico, dor e estado geral de saúde. Na análise multivariável, a escolaridade não demonstrou associação independente com os resultados e, ao contrário, o gênero influenciou os domínios capacidade funcional e dor, enquanto que o tempo de osteoartrite esteve associado ao domínio estado geral de saúde.

Não houve diferença significativa para os domínios vitalidade, aspectos sociais, limitação por aspectos emocionais e saúde mental. Assim, nossos achados permitem afirmar que existe associação entre qualidade de vida e a cirurgia de artroplastia total do quadril.

Dois entre os domínios que possuíam escores significativamente maiores após a ATQ são caracterizados basicamente pela incapacidade percebida pelo paciente para realização de atividades de trabalho (Limitação por aspectos físicos) ou pela dificuldade de realizar atividades com altas demandas nos membros inferiores (capacidade funcional). O domínio dor é caracterizado pela quantificação da intensidade da dor de modo geral e também pela capacidade de interferência com atividades de trabalho e vida diária segundo Ware11. A melhora da função e da dor no quadril após a ATQ possivelmente resultou em maior mobilidade e capacidade para realização de tarefas de vida diária e de trabalho, associadas às funções dos membros inferiores.

No nosso estudo, o estado geral de saúde também apresentou escores significativamente maiores para os pacientes que realizaram ATQ. Este dado não tem ressonância unânime em estudos similares. Este domínio reflete a percepção que o paciente tem de sua saúde global e a interferência de problemas de saúde com as relações sociais. Trata-se de uma experiência multidimensional que pode mudar a depender de características sociais, culturais, econômicas suporte familiar recebido pelo paciente, e também pelo nível de escolaridade dos indivíduos de acordo com Kawano10.

Shi et al3, evidenciaram que capacidade funcional, limitação por aspectos físicos e dor são domínios diretamente relacionados à melhora que a artroplastia total do quadril promove na função do membro inferior e na diminuição da dor. Estes autores não encontraram associação da ATQ com os domínios saúde mental, estado geral de saúde e vitalidade3. No estudo de Abreu et al12, em grupos pré e pós ATQ, houve melhora dos escores nos domínios capacidade funcional, limitação por aspecto físico, dor e limitação por aspectos emocionais. Entretanto, dentre estes domínios, a dor foi o que apresentou diferença mais expressiva12. Horn13 relatou que os domínios capacidade funcional, limitação por aspectos físicos e dor obtiveram melhora significativa após ATQ, mas o componente estado geral de saúde obteve resultados piores em relação ao pré-operatório13. Finalmente, o estudo de Tellini et al14 também destacou capacidade funcional, dor e limitação por aspectos emocionais como os domínios que aumentaram seus escores significativamente.

Em um estudo de coorte, com seguimento de 2 a 5 anos, Keurentjes et al15 relatam, mais uma vez, a melhora no domínio capacidade funcional, com significância estatística, principalmente naqueles pacientes com uma classificação de OA severa ao exame radiográfico. Os outros domínios não apresentaram significância estatística neste estudo. Estes autores ainda relatam que não há relação de outros fatores como idade, gênero e co-morbidades com o melhor prognóstico da capacidade funcional dos pacientes.

O que esses estudos destacam em comum é sempre haver melhora nos domínios relacionados à função (capacidade funcional) e dor. Este aspecto é mais uma vez corroborado no estudo de Larsen et al16 que obteve escores para a capacidade funcional iguais a população normal após um ano de ATQ, sendo que com três meses de pós operatório os pacientes já haviam alcançado escores semelhantes a população assintomática em 5 dos 8 domínios do SF-36 (dor, vitalidade, estado geral de saúde, aspectos sociais e saúde mental). Um dos aspectos citados pelos autores para que houvesse melhora mais rápida (3 meses) seria um programa de atenção física mais específico no período pré-operatório16.

O fato de não haver melhora dos domínios saúde mental, aspectos sociais, vitalidade e limitação por aspectos emocionais não parece estar relacionados diretamente com a ATQ, uma vez que estudos, como o de Lorenzini et al17, relatam que não estão claras as razões para comprometimento dos aspectos emocionais nesses pacientes17. A despeito disto, Hossain et al18, associam o sofrimento psíquico com uma redução da satisfação do paciente após ATQ. Em seu estudo as mulheres apresentaram sofrimento psíquico mais frequentemente que os homens, e todos que tinham esse preditor obtiveram escores piores no SF-36, em todos os domínios18. Em nossa amostra não foi correlacionado os aspectos psíquicos do pacientes e a ATQ, e não houve significância entre os grupos pré e pós ATQ no domínio saúde mental do SF-36.

Por outro lado, a melhora dos aspectos funcionais pode ser atribuído à melhor função do quadril, resultando em melhores índices no SF-36. Em pacientes idosos a ATQ melhora a QV principalmente no aspecto funcional devido ao aumento da mobilidade, à melhora da função no trabalho e nas atividades domésticas, ao aumento das atividades de lazer e ao alívio da dor19. Este fato  é relatado por Loures7 , afirmando que a abordagem moderna dos resultados das cirurgias ortopédicas de substituição articular não é mais baseada apenas em sucesso ou falha do implante e o foco começa a estar direcionado para a satisfação do paciente e o nível de qualidade de vida atingido. Este autor destaca ainda a necessidade de se avaliar a QV considerando instrumentos genéricos que analisem o status geral do indivíduo7.

Os dados da nossa amostra demonstraram que as mulheres tiveram piores escores de qualidade de vida nos domínios capacidade funcional e dor. Isto pode ser explicado parcialmente pela hipótese de que mulheres apresentam maior sofrimento psíquico, influenciando diretamente nos resultados da avaliação subjetiva19. No que se refere à escolaridade, verificou-se que a maioria dos participantes eram analfabetos ou com ensino fundamental apenas (baixa escolaridade). A despeito disto, nossos achados não deram suporte à ideia difundida previamente de que esta variável apresenta associação independente com qualidade de vida, como no estudo de Kawano10.

Nosso estudo apresenta algumas limitações que devem ser consideradas. A amplitude da faixa etária e a inclusão de ambos os gêneros pode ter influenciado nos resultados. O fato de ser um estudo transversal não permite identificar adequadamente a associação de causa e efeito entre variáveis independentes e dependente. A despeito disto, nosso achados contribuem para melhor entendimento do impacto da ATQ na qualidade de vida, tendo em vista que este tema ainda permanece controverso, especialmente em populações que poucas vezes são objeto deste tipo de análise, tais como indivíduos de baixa renda e com baixo nível de escolaridade.

CONCLUSÃO

A realização da ATQ em pacientes gravemente acometidos por osteoartrite demonstrou apresentar escores de QV superiores àqueles de indivíduos que ainda não realizaram o procedimento nos domínios capacidade funcional, limitação por aspectos físicos, estado geral de saúde e dor. Gênero e tempo de diagnóstico também demonstraram ter influência independente para melhores escores nestes domínios.

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